Relatos
Segundo Relato
A Imagem de Nossa Senhora na Celebração da Missa
Fui chamada para a realização de uma visita no “Hospital Belo Horizonte”, onde tem uma direção predominantemente evangélica. O paciente estava no CTI e eu deveria encontrar-me com sua esposa, que me aguardava na recepção, para entrarmos.
Logo na entrada, fui barrada com muitas perguntas sobre a imagem e me disseram que para subir com Ela eu teria que ter um passe. Fui ao guichê, forneci os dados que me pediram. Recebi o passe e tive que apresentá-lo, no hall dos elevadores, para entrar. A senhora que me acompanhava guardou consigo o passe, porque eu carregava a imagem, uma bolsa e uma sacola.
Subimos. No CTI deixei que a imagem ficasse com aquela senhora, acompanhada do marido, que se encontrava semiconsciente. Enquanto esperava, percebi que a paciente que estava no leito ao lado observava muito a imagem. Perguntei-lhe se ela desejaria receber a visita da Virgem Maria, ela respondeu que sim.
Assim que o casal terminou suas orações, levei a imagem à senhora ao lado. Suas duas filhas, que a acompanhavam, deram as costas à imagem, numa clara demonstração de descaso e desagrado.
Ao terminar as visitas, despedi-me da senhora, que me havia acompanhado, pois ela deveria ficar e esperar o médico para conversarem.
Ao chegar à portaria, me foi solicitado o passe, para que a imagem pudesse sair. Disseram-me que eu poderia sair sem o passe, mas a imagem não. Como o papel estava com aquela senhora, resolvi ficar ali mesmo, no hall do elevador e esperar por ela. Ficamos ali, paradas em exposição, provocando todo tipo de manifestações. Ela levou 40 minutos para chegar.
Mas, antes, apareceu uma senhora e me disse que uma colega a avisara da presença da imagem na portaria. Explicou que, depois de muita luta, eles haviam conseguido uma sala no hospital para celebrarem uma Missa, no dia seguinte, às 7 horas da manhã. Perguntou-me se seria possível eu levar a imagem de Nossa Senhora àquela Missa. Eu concordei.
Sendo assim, no dia seguinte, às 7 horas, foi celebrada a primeira Missa naquele hospital evangélico, com a presença da imagem da Santa Mãe de Deus.
Mais uma vez, nos surpreendemos com uma decisão de Maria, pois além de visitar os doentes, Sua vontade foi, também, de estar presente àquela Missa. Algo Ela pretendia.
Maria Virgínia D. M. de C. Barbosa
(Missionária)

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Primeiro Relato - A Presença de Maria
Segundo Relato - A Imagem de Nossa Senhora na Celebração da Missa
Terceiro Relato - Um Presente de Jesus